segunda-feira, 7 de julho de 2014

Morto de sentimentos

Amanheceu e eu não conseguir dormir 
A voz de minha alma em prantos,
Não parava dentre-me;
Estamos na fossa,
A manhã, a minha alma e eu 
Tomo mais um gole de vinho 
Ouço mais um fado tristonho;
A vida me esqueceu.
Por onde andei,
De bom nada encontrei.
Onde cheguei,
Trago um coração violentado.
Mais não estou completamente só
Tenha a companhia,
Do meu passado cinzento
Na minha velha radiola,
Toca mais um fado rangendo,
A cantora grita e também sussurra 
Exaltando a tristeza.
A fumaça do meu cigarro
Enumbrece  meus pensamentos.
Vinhos com fartura sobre a mesa 
Desesperanças, prantos e lamentos
Companhias perfeitas
Para quem se estar morto de sentimentos.

Filipe Moreira