terça-feira, 28 de outubro de 2014

Mar de solidão

Deixe me gritar além dessas águas,
Para ver se assim ...
Os temporais levem para longe o teu nome
Afastando tuas lembranças de mim.
Que os ventos num malabarismo 
Façam se  misturarem nessas águas 
As minhas lagrimas de horror  e dor 
Que fazem a minha alma sangrar 
Que elas desapareçam nas águas salgadas 
Turbulentas águas do mar.
Ó mar tenhas compaixão;
Não o horror, não o horror , por favor;
Um mar de sim e de não
Do bem querer do mal querer
Um mar de enorme exaltação
Á atribuladas paixões,
Atormentadas emoções,
Mar onde navega solitário o meu coração.
Mar embalado pelas yabás 
Que cantam e sambam aqui
Venho desaguar o mar dentre mim 
Ou almenos tentar desaguar .
Assim queria que o sol voltasse a brilhar 
No mais oculto do meu ser...
Lá onde abita uma mar de solidão 
Lá onde ainda existe vestígio de você 
Lá onde uma alma pede socorro
Pois esta cansada de sofrer .

Filipe Moreira