quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Só o medo moras comigo

Os meus olhos são dois rios 
De águas sujas de desgosto,
Águas que procuram o mar
Calmaria e alvoroço.
Sou do amor 
Mais o amor não és meu
Triste coração judiado 
Vivo degustando um amor amargo
Poema triste cantado.
Os meus olhos são dois rios,
Que não cessam...
E não param de correr.
Pois só o medo moras comigo 
Mas só o medo...
Só o medo...
Só o medo de morrer,
Antes mesmo de ser verdadeiramente amado.

Filipe Moreira