sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Demoniaca

Demoniaca...
Eu sou mesmo esta mulher atrevida,
Não te darei paz na morte 
Assim como não te dou em vida;
Terás que me suportar 
Assim , totalmente atrevida.
Dramática
Eu sempre quis ser uma mulher amada
Mais veja no que me transformou
A poeira assentada,
Sobres lápides esquecidas.
Os lábios rasgados 
De quem vomita a própria vida,
Sobre outra vida...
Sobre a tua vida.
Só me calo,quando és para ouvir a tua voz,
Direcionada a mim.
Mesmo quando me xingas e me difama,
Me atira pedras e lama
Ainda assim a quero ouvir.
Se não fores meu ... não serás de mais ninguém.
Vejas meu bem
Quem te falas 
Um dia já viveu em luz 
Hoje nem alma tem.
Eu sou mesmo assim , apaixonada e demoniaca
Talvez doente, inveterado,
Não há argumentos .
Pra não ficar só
Sou a sombra e teus passos
O teu corpo és o altar 
Onde ergo a minha infelicidade e lamentos.

Filipe Moreira 





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